terça-feira, junho 22, 2004

Ainda não escrevi sobre a viagem... acho que vou desencanar...


Porcos-espinhos

Durante uma era glacial, muito remota, quando o globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo,
muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem as condições
do clima hostil. Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, a juntar-se mais e mais. Assim cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso. Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doiam muito...

Mas, essa não foi a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer congelados. Os que
não morreram, voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos,
cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas suficiente para conviver sem ferir, para
sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos. Assim, aprendendo a amar, resistiram a longa era
glacial. Sobreviveram. "Quanto mais nos ocupamos com a felicidade dos outros, maior passa a ser nosso senso de bem-estar Cultivar um sentimento de proximidade e calor humano compassivo pelo outro, automaticamente coloca a nossa mente num estado de paz. Isto ajuda a remover quaiquer medos,
preocupações ou inseguranças que possam ter, e nos dá muita força por lutar com qualquer obstáculo que
encontramos. Esta é a causa mais poderosa de sucesso na vida."